A Teoria do Vocalista Careca
O Heavy Metal e suas variações possuem uma certa fórmula, um determinado tipo de coisa que é o que o público gosta e espera quando vai assistir à alguma banda.
As bandas são formadas básicamente por um baterista, um baixista, no mínimo um guitarrista e um vocalista. Além da estrutura da banda, as músicas também seguem uma certa fórmula.
De uma maneira bem simplista, o Metal é estruturado da seguinte forma:
Introdução, Desenvolvimento, Solo(s), Conclusão e encerramento.
Com isso você já tem uma classica banda de Heavy Metal.
É claro que o estereótipo completo incluem cabeludos, com camisetas de outras bandas e normalmente pretas, ou alguma cor que um dia já foi preto.
Bom, é ai que nosso amigo Vocalista Careca se desencaixa.
Normalmente quando o vocalista é um cabeludo e tal ele consegue agitar sem parecer ridículo ou sem pagar o mico de não saber o que fazer. Alguns tentam segurar a barriguinha (se quer moços sarados procure por “boy-bands”) e fazer um “air-head-banging”, mas agitar sem uma cabeleira de respeito pega super mal.
Outros já tentam acompanhar o guitarrista ou baterista fazendo “air-coisas”, o que normalmente é ridículo também, pois fica claro a total falta de coordenação motora e agilidade suficientes para nosso amigo Vocalista Careca ser alguma outra coisa além, e apenas, vocalista.
Alguns vocalistas podém ajudar nossos amigos Vocalistas Carecas a não parecerem tão rídiculos.
Por exemplo, Rob Halford, do Judas Priest, quando não esta exercendo sua função de vocalista, pega a sua Harley Davidson no palco e fica dando rolé. Já Bruce Dickinson do Iron Maiden, pede para instalar vários brinquedinhos no palco, como gangorras, tirolesas, pra ele ficar brincando enquanto os solos estão no centro dos holofotes. Alguns também ficam batendo um papo com o pessoal da produção ou com o público.
Mas a melhor coisa, se o amigo vocalista não quer ostentar uma vasta cabeleira, é que ele aprenda a tocar alguma coisa para ter o que fazer nos seus hiatos.
Polivalência é tudo, até no metal.
Bobagem na TV
Zapeando na TV no sábado eu acabei esbarrando com um monte de bundas nuas. É claro que eu parei para ver do que se tratava, afinal como bom brasileiro que sou, não resisto a uma porção de bundas.
Começei a prestar atenção e era um artigo da Folha de São Paulo sobre um protesto do Green Peace sobre o aquecimento global.
Por acidente acabei esbarrando com uma figurassa, daquelas que não se ve todo dia. O programa se chama “Programa Rádio na TV”, passa no canal 24UHF aqui em Belo Horizonte. Seu apresentador se chama Francisco Alves e parece ter hibernado no gelo nos últimos 30 anos.
Voltando a repotagem da Folha, o seu Francisco descia o farrapo sem dó nos ativistas no Green Peace, chamando eles de vagabundos, exploradores, sem-vergonhas, sugadores do dinheiro público e uma porção de coisas. O que mais me impressionou foi o seu Chico falar que “inventaram essa bobagem de aquecimento global pra ganhar dinheiro”. Han ? Aquecimento global agora é uma “tática barata” pra arrancar tostões de ONGs e governos? O Green Peace que a muitos anos combate as agressões que a fauna e flora sofrem, agora são vagabundos aproveitadores ?
Pera lá, ai não.
O senhor Francisco Alves é tão desinformado que considerou uma reportagem sobre evidencias encontradas no Egito antigo que algumas linhagens de Faraós pudessem ser negros como se TODOS os faraós fossem negros. Numa coisa até concordo com ele, Cleópatra loira dos olhos azuis deve ter sido muito díficil de ter existido, como alguns filmes pintam.
O fato é: um camarada compra um horário em um canal UHF e fala o que quer, sem o menor critério, sem nem ter a menor preocupação em denegrir a imagem de um movimento tão importante como o Green Peace.
Muita gente pode pensar: “viva a liberdade de expressão”, ou então argumentar que na internet existem milhares de blogs que também tem esse mesmo tipo de postura, mas eu acho que esses ambientes, onde as concessões são reguladas, não acho justo que qualquer um utilize esse canal para falar o que bem entende. A internet é anárquico por natureza, e qualquer um pode sentar e em 5 minutos em qualquer lan-house iniciar seu blog e falar do que bem entende, agora quem de nós pode ficar uma hora por dia em um canal de TV falando o que bem entende.
Ai um link do figura e seu programa: YouTube.
A maior polêmica disso tudo é pensar em quem decide o que é bom e o que não é bom para passar nos nossos meios midiáticos. Atualmente não existe nenhum orgão regulamentador, mas muita gente é doida para ter um “órgão” desse pra cortar as asinhas de jornais, revistas e pensadores livres, o que eu sou completamente contra.
O que me consola é que esse programinha deve ter audiência baixíssima e por isso o estrago não é tão grande.