out08.10

Entrevista minha na Mtv

No meio desse ano, fui convidado para participar de uma matéria no MTV Debate.
O tema era sobre a “coisificação” da mulher pela Mídia.
Tema bem polêmico, né?
Bem a minha participação foi sobre os excessos de manipulação na fotografia publicitária e revistas masculinas.
Veja abaixo o meu bate-papo com o Léo Madeira sobre o assunto.

Bom se tiver curiosidade você pode ver o debate inteiro aqui.
A camiseta legal que eu uso é do Gastão e suas fantásticas camisetas sobre o mundo moderno.

nov11.08

Ainda sobre a criatividade … ou a falta dela.

Fico sempre impressionado como nosso povo pode ir de um extremo ao outro numa facilidade tremenda.
Nosso Brasil é conhecido por ser um dos mais criativos em tudo, principalmente na publicidade.
Ao chegar em casa hoje meu amigo Vitor me manda o link com o vídeo abaixo:





O vídeo tecnicamente é muito bom, apesar da qualidade do youTube não ser das melhores, ainda assim da pra ver que os chromas estão legais, a filmagem está boa, enfim, o vídeo esta com boa qualidade.


O que me incomodou nesse filme foi mais uma vez a exploração do Matrix-Minority-Report-style.
Poxa, já deu não ?


Os filmes são muito bons, fato! Mas chupar a idéia desses filmes já cansou.
Matrix é de 1999 e Minority Report de 2002, e desde o lançamento até hoje vemos “os criativos” chuparem esses temas.


Dá até para imaginar a cena, o “dono” chegando para a produtora e falando:
- Moço, me ve um filminho de um minuto, com bastante Matrix e Minority Report, sem picles tá ?
E o produtor dizendo:
- É pra já patrão, batata frita pra acompanhar ?


É lastimável isso, espero que o pessoal da Datasul não disperdiçe mais milhares de Reais passando essa porcaria na televisão.

mar11.08

Bobagem na TV

Zapeando na TV no sábado eu acabei esbarrando com um monte de bundas nuas. É claro que eu parei para ver do que se tratava, afinal como bom brasileiro que sou, não resisto a uma porção de bundas.
Começei a prestar atenção e era um artigo da Folha de São Paulo sobre um protesto do Green Peace sobre o aquecimento global.
Por acidente acabei esbarrando com uma figurassa, daquelas que não se ve todo dia. O programa se chama “Programa Rádio na TV”, passa no canal 24UHF aqui em Belo Horizonte. Seu apresentador se chama Francisco Alves e parece ter hibernado no gelo nos últimos 30 anos.
Voltando a repotagem da Folha, o seu Francisco descia o farrapo sem dó nos ativistas no Green Peace, chamando eles de vagabundos, exploradores, sem-vergonhas, sugadores do dinheiro público e uma porção de coisas. O que mais me impressionou foi o seu Chico falar que “inventaram essa bobagem de aquecimento global pra ganhar dinheiro”. Han ? Aquecimento global agora é uma “tática barata” pra arrancar tostões de ONGs e governos? O Green Peace que a muitos anos combate as agressões que a fauna e flora sofrem, agora são vagabundos aproveitadores ?
Pera lá, ai não.
O senhor Francisco Alves é tão desinformado que considerou uma reportagem sobre evidencias encontradas no Egito antigo que algumas linhagens de Faraós pudessem ser negros como se TODOS os faraós fossem negros. Numa coisa até concordo com ele, Cleópatra loira dos olhos azuis deve ter sido muito díficil de ter existido, como alguns filmes pintam.
O fato é: um camarada compra um horário em um canal UHF e fala o que quer, sem o menor critério, sem nem ter a menor preocupação em denegrir a imagem de um movimento tão importante como o Green Peace.
Muita gente pode pensar: “viva a liberdade de expressão”, ou então argumentar que na internet existem milhares de blogs que também tem esse mesmo tipo de postura, mas eu acho que esses ambientes, onde as concessões são reguladas, não acho justo que qualquer um utilize esse canal para falar o que bem entende. A internet é anárquico por natureza, e qualquer um pode sentar e em 5 minutos em qualquer lan-house iniciar seu blog e falar do que bem entende, agora quem de nós pode ficar uma hora por dia em um canal de TV falando o que bem entende.
Ai um link do figura e seu programa: YouTube.
A maior polêmica disso tudo é pensar em quem decide o que é bom e o que não é bom para passar nos nossos meios midiáticos. Atualmente não existe nenhum orgão regulamentador, mas muita gente é doida para ter um “órgão” desse pra cortar as asinhas de jornais, revistas e pensadores livres, o que eu sou completamente contra.
O que me consola é que esse programinha deve ter audiência baixíssima e por isso o estrago não é tão grande.