Entrevista minha na Mtv
No meio desse ano, fui convidado para participar de uma matéria no MTV Debate.
O tema era sobre a “coisificação” da mulher pela Mídia.
Tema bem polêmico, né?
Bem a minha participação foi sobre os excessos de manipulação na fotografia publicitária e revistas masculinas.
Veja abaixo o meu bate-papo com o Léo Madeira sobre o assunto.
Bom se tiver curiosidade você pode ver o debate inteiro aqui.
A camiseta legal que eu uso é do Gastão e suas fantásticas camisetas sobre o mundo moderno.
Sobre o curso de Publicidade.
Alguns dias atrás meu pai disse que algumas perguntas sobre o curso de publicidade foram feitas no Fórum do Guia do Hardware, ai ele me passou essas dúvidas e o embate que estava acontecendo sobre a primeira pergunta feita sobre o curso de Publicidade e Propaganda: O curso é bom ?
Um dos comentários que me chamou a atenção foi que o curso de PP exigiam um “talento pessoal”, algo como um dom natural para coisa e que o autor desse comentário acreditava que isso não era possível ser “aprendido” em um curso.
Bem segue abaixo a minha resposta ao tópico.
Então o curso de publicidade propaganda é um curso bem abrangente, pois existem vários ramos de atuação dentro da publicidade e propaganda, vou citar as principais:
Atendimento - Faz a captação e o atendimento das contas, faz o elo com a agência e o cliente. Também participa sendo a voz do cliente dentro da agência alinhando as linhas criativas e etc.
Planejamento - Faz o planejamento das ações e junto as demais áreas planeja que ações deverão ser criadas, peças e etc.
Mídia - Faz a compra dos espaços publicitários seguindo as tomadas de decisão e planejando espaços que tem melhor custo benefício. Essa área atua muito com estatísticas do tipo ibope, e outros cálculos que conseguem determinar se a mídia X é melhor que a mídia Y para um determinado tipo de resultado desejado. É na mídia que também esta concentrada a maior parte da verba publicitária. Tem que gostar de matemática e estatística – MUITO!
Criação - Executa e planeja junto as demais áreas a criação das peças publictárias. É na criação que as peças e ações planejadas criam forma e “cara”.Respondendo a pergunta do Lukas, por ter diversas áreas de atuação é um mercado altamente flexivél e com muitas oportunidades, o que acontece muito é que a maioria das pessoas entram no mercado publicitário querendo criar as peças, sendo que publicidade não é só isso e é justamente nessa área que existe uma concorrência um pouco mais acirrada e por isso exige um conhecimento técnico mais apurado.
Quanto ao comentário do Gordon, acredito que toda e qualquer área profissional exige um certo nível de criatividade, criatividade pode tornar seu trabalho mais eficiente e melhor, não apenas mais bonito.
Mas por se tratar de uma atividade, com prazos definidos, normalmente curtos, existem técnicas de trabalho, afinal não da para depender apenas de inspiração.
Uma coisa que acontece com muita frequência é confundir a publicidade com a Arte. A arte sim, precisa e depende da insipração do artista e sua criação não é linear e muitas vezes nem mesmo bem compreendida. Na criação se usa muitos códigos artisticos, mas está distante de ser arte. As peças (boas) são em sua maioria extremamente técnicas: escolhas de cores, tipo de letra, texto, foto, composições e interferências são todas feitas baseadas em critérios técnicos, baseados em teorias visuais e códigos pré-estabelecidos. Puramente técnico.
Exige sim uma certa pré-disposição e facilidade para manipulação de imagens, na criação sim, e ainda assim se você for um redator, você precisa ter essa facilidade para criar textos.
A criatividade na publicidade passa em todas as áreas, vai desdo cliente ter um problema que exige uma solução criativa e passa para solucionar problemas. Um dos problemas mais comuns é o cliente ter pouca verba para investir, ai você precisa rebolar com aquela verba para solucionar o problema do cliente.
Assim como qualquer outro tipo de técnica, ela pode ser ensinada, porém, como qualquer outra técnica, experiência, bagagem e anos estudo contam muito para tornar o profissional melhor.
Concluindo, escolha uma boa faculdade, se dedique, coma os livros que você sera um ótimo profissional e com teu espaço garantido.
Não vai ser fácil, mas se for muito fácil perde a graça.![]()
Achei interessante compartilhar isso aqui também.
Ainda sobre a criatividade … ou a falta dela.
Fico sempre impressionado como nosso povo pode ir de um extremo ao outro numa facilidade tremenda.
Nosso Brasil é conhecido por ser um dos mais criativos em tudo, principalmente na publicidade.
Ao chegar em casa hoje meu amigo Vitor me manda o link com o vídeo abaixo:
O vídeo tecnicamente é muito bom, apesar da qualidade do youTube não ser das melhores, ainda assim da pra ver que os chromas estão legais, a filmagem está boa, enfim, o vídeo esta com boa qualidade.
O que me incomodou nesse filme foi mais uma vez a exploração do Matrix-Minority-Report-style.
Poxa, já deu não ?
Os filmes são muito bons, fato! Mas chupar a idéia desses filmes já cansou.
Matrix é de 1999 e Minority Report de 2002, e desde o lançamento até hoje vemos “os criativos” chuparem esses temas.
Dá até para imaginar a cena, o “dono” chegando para a produtora e falando:
- Moço, me ve um filminho de um minuto, com bastante Matrix e Minority Report, sem picles tá ?
E o produtor dizendo:
- É pra já patrão, batata frita pra acompanhar ?
É lastimável isso, espero que o pessoal da Datasul não disperdiçe mais milhares de Reais passando essa porcaria na televisão.
Surto de falta de criatividade ?
Uma das coisas que eu acho mais anti-ético e que me deixa mais revoltado é com o tal do plágio.
Ao abrir a página do G1 de hoje vi que a ilustração da notícia “Ensino médio: matrícula” foi descaradamente copiada do ícone da aplicação iCal do MacOS.

Sinceramente, não consigo pensar numa desculpa pra isso.
Outros plágios recentes:
Honda e o plágio
Braincast TV | Plágio ou Referência?
Plágio ou Coincidência?
Wirepaper – Plágio ou Referência?
Triste, mas tem muita coisa por ai sobre o assunto.
10 mandamentos da Newsletter eficiente.
O envio de newsletter, ou como alguns costumam chamar de e-mail marketing, é uma das primeiras utilizações da internet como mídia publicitária e como ferramenta de divulgar e manter o público do seu site informado sobre as novidades.
Existem algumas considerações sobre a utilização de Newsletter e onde fica o limite entre uma Newsletter e SPAM. É assunto suficiente para um futuro post, que irei escrever a seguir.
Abaixo 10 dicas de como melhorar a sua Newsletter e obter melhores resultados e de quebra diminuir as chances da sua newsletter ser considerado um SPAM.
1 – Menos é mais.
Seja objetivo, pense que mesmo sendo apenas um e-mail, a Newsletter ainda é uma publicidade invasiva, respeite o tempo do seu assinante e não o faça ler “encheção de lingüiça”, estimule ele a conhecer as novidades a fundo no site e em caso de eventos, dê o máximo de informações possíveis para que ele já tenha vontade de participar.
2 – Trabalhe as pessoas.
Filtre sua lista, crie grupos, separe por assunto, gosto e tipo. Com grupos subdivididos o índice de rejeição pode cair drasticamente e os resultados aparecem.
Mesmo que sua lista seja pequena ainda dá para filtrar e com isso tornar as Newsletters mais atrativas.
3 – Atenção ao layout.
Cada cliente de e-mail e webmail exibe as mensagens de forma diferente. A dica geral é utilizar basicamente texto plano, com poucas imagens e construir um layout mais informativo que uma peça muito carregada.
Para auxiliar o pessoal do Campaign Monitor elaborou uma lista detalhada dos recursos CSS suportados pelos principais clientes de email e webmail. Com isso da pra criar layouts bem interessantes com segurança que seus assinantes vão ver a Newsletter.
Uma imagem grande como newsletter? Nem pensar, muitos programas anti-spam bloqueiam as imagens e podem considerar sua Newsletter como um SPAM.
4 – Atenção à freqüência.
Não lote a caixa dos seus assinantes com suas Newsletters. Dê um tempo para ele respirar.
Mesmo que seu site tenha muitas atualizações diárias calcule um tempo para que ele não se sinta bombardeado de e-mails. Filtre seus assinantes e com isso otimize os envios sem sobrecarregar o seu assinante.
Seja freqüente, mas não abandone seus assinantes. Duas ou três Newsletters por mês na maioria dos casos é a freqüência ideal para divulgar bem as novidades sem sobrecarregar o assinante.
5 – Planeje o envio.
Estudos que eu fiz com base nas estatísticas de recebimento e cliques para o site, indicam que as Newsletters são mais eficientes quando enviadas no meio da semana por volta da hora do meio dia.
Para eventos é ideal que a divulgação por e-mail seja feita relativamente perto do evento, mas evitando ser em cima da hora, muitos assinantes não conferem seus e-mails diariamente.
6 – Esqueça listas compradas.
Listas compradas além de caras têm um nível de eficiência muito baixa. Quando uma conta começa a receber muitos SPAMS, é muito comum que essa conta de e-mail seja abandonada, além de colaborar com o “mercado negro” de listas de SPAMS que muitas empresas criam sem nenhum tipo de autorização.
Não adianta uma lista com 1 bilhão de e-mails que não funcionam e que não tem nada a ver com o seu site ou segmento.
Construa sua lista, trabalhe ela e nunca venda sua lista: São seus assinantes, cuide deles.
7 – Trate seus assinantes como público VIP.
Trate seus assinantes de forma diferenciada, afinal eles demonstraram interesse em acompanhar seu site/empresa de perto.
Se você tiver um comércio eletrônico ou um site com apelo mais varejista, ofereça vantagens especiais como chaves de desconto e promoções especiais para seus assinantes.
Isso com certeza fará com que ele se sinta privilegiado em assinar a Newsletter.
8 – Facilite a saída, mas trabalhe para que ele não saia.
Deixe bem claro e informe sempre como proceder para cancelar a assinatura da Newsletter. Respeite isso, mas trabalhe sua Newsletter de maneira a torna-la útil para o assinante.
9 – Informe, não incomode.
Parece redundante e óbvio, mas a Newsletter é uma ferramenta informativa, que contém as principais mudanças e atualizações do site.
Quando essa ferramenta se torna um incômodo para o assinante é bem provável que além de se descadastrar, ele ainda marcará os emails como SPAM, possivelmente cadastrando seu email em uma black list.
10 – Seja criativo
Seja criativo, sempre.
Procure usar as limitações e características da Newsletter para desenvolver um produto diferenciado. Ser criativo não é apenas criar um layout atrativo, mas uma peça inteira atrativa.
Planejamento, conteúdo e criatividade resultam sempre em peças de excelente qualidade que por sua vez sempre trazem bons resultados.
Reinauguração do Cineart Shopping Cidade
Eu gosto um bocado de cinema e fiquei feliz quando recebi o convite para participar da reinauguração do Cineart Shopping Cidade.
Estava com um pouco de receio sobre essas novas salas, na verdade estava desconfiado, afinal quem conhecia os cinemas do Shopping Cidade sabia que as salas estavam deixando muito a desejar.
Foi um evento muito legal e fizeram o que acredito ser a decisão mais acertada: Refizeram completamente os cinemas.
Construíram um novo anexo ao piso dos cinemas e colocaram as salas em um ambiente mais requintado e aconchegante, um carpete bonito e cores bem escolhidas, gostei muito do novo hall de entrada e colocaram também mais maquinas de auto-atendimento, que eu gosto bastante.
Chegou o momento de conferir a sala nova, chegando nela a primeira coisa que reparei é que as cadeiras finalmente foram colocadas em posição “estádio”, dessa maneira ninguém fica na sua frente, por maior que seja a pessoa.
Como o cinema já estava um pouco cheio e havia muitos lugares reservados para a imprensa e para os convidados VIPs fiquei um pouco mais no fundo do cinema, mas o lugar estava ótimo.
Para iniciar a reinauguração foi exibido uma redublagem de Rocky – O lutador e a sua luta para conseguir de volta o par de ingressos para as novas salas do Cineart. Foi muito bem feita a redublagem e muito divertida também, é sempre engraçado ver cenas clássicas com piadinhas non-sense. Uma coisa que reparei é que essa técnica de redublagem surgiu como uma “zueira” e ganhou força no Youtube, de “bando de desocupados” a redublagem começa se tornar uma idéia criativa para a publicidade.
O filme escolhido para apresentar as novas salas do Cineart foi uma escolha muito inteligente também. Foi exibido o novo filme de Martin Scorsese dos Rolling Stones: Shine a Light. Um musical sempre é uma ótima escolha para avaliar os sistemas de som e imagem.
Não vou criticar o filme, Rolling Stones não é nada assim que eu conheça ou goste efetivamente, a banda é regular e é obvio que seus “50 anos” de carreira estão começando a pesar. Todos eles são figurassas e o documentário/musical ganha muitos momentos divertidos por isso.
A imagem estava muito boa e o som estava fantástico. Infelizmente quando os rolos de filme e os equipamentos de áudio estão novos fica fácil de conseguir uma qualidade superior de imagem e som, o jeito é torcer para a manutenção ficar em dia.
Eu tinha uma pontinha de esperança que pelo menos uma sala seria de projeção digital, mas infelizmente não foi dessa vez. Conversando com algumas pessoas do Cineart a justificativa é que os equipamentos são caros e a distribuição de filmes em formato digital ainda é pequena, ou seja, o investimento ainda não vale a pena. Acho que essa situação mudará em breve, com a adoção em massa do Blue Ray a tendência é que os custos diminuam, mas quando isso acontecer já não vai ser mais diferencial e sim “correr atrás do prejuízo”.
Na verdade a conclusão que eu posso ter com essa reinauguração é justamente essa, as salas de cinema de Belo Horizonte estão correndo atrás do prejuízo. Infelizmente as várias reformas e todo esse investimento em novas salas de cinema só estão acontecendo por que o Cinemark desembarcou em BH e mudou os padrões do que é realmente um cinema de qualidade, e agora os demais estão tentando acompanhar.
Quem ganha é sempre os amantes do cinema, que apesar do valor quase extorsivo do ingresso ainda lotam as diversas salas.
Boa diversão e não deixem de conferir as salas novas.
Mais respeito, pode ser ?
É amigos e amigas, parece que o desrespeito virou praxe no comércio. Tentam nos enganar descaradamente e agora atiram no próprio pé dificultando a principal etapa de uma compra: a compra!
Bom, no dia 20/02 fiz a minha listinha de compras e fui até o Carrefour de um shopping no caminho de casa. Como fui comprar outras coisas (Ci, fui ver seu tripé também), resolvi fazer compras lá também.
Depois de circular pelo shopping e resolver minhas pendências fui até o Carrefour e como estava com uma lista rapidamente estava com tudo que eu precisava. Não demorou 20 minutos para circular o shopping todo e pegar os itens.
Foi então que os problemas começaram.
Como eu estava com mais itens que os permitidos no “caixa rápido” já fui direto para os caixas normais.
Me estranhou muito que a fila do caixa rápido estava muito grande, já estava comemorando de não ter que enfrentar aquela fila quilométrica.
Minha comemoração foi bem curta, pois ao chegar nos caixas normais vi que haviam poucos caixas disponíveis, resultado disso, uma fila tão grande quanto a dos “caixas rápidos”, porém com compras bem maiores para passar na registradora.
Contei o tempo e se espantem: 50 minutos de fila.
Pensei com meus botões: Poxa, gastam milhões com publicidade, contratam a Ana Maria Braga, negociam preços com fornecedores, representantes, até estacionamento dão, para chegar aqui na ponta e ter uma meia dúzia de caixas disponíveis.
Observei que muitas pessoas não estavam com tanta paciência e abandonaram seus carrinhos ali mesmo e foram embora.
O senhor que estava na minha frente perguntou pra mocinha do caixa o que tinha acontecido que haviam tão poucos atendentes, ela respondeu que foram mandado embora pois eram funcionários temporários.
Outra coisa que me veio a cabeça também foi a falta dos colegas empacotadores. Pessoas legais que enquanto a caixa registra as compras ele já vai ensacando as compras, mas esse a muitos anos foi abolido do comércio, outra economia porca na minha opinião.
Acho engraçado que dependemos de leis e regulamentos para tudo, somente quando alguma boa alma soltar uma lei dizendo que é contra os direitos do consumidor ficar na fila mais que X minutos ai o comércio dá um jeito de resolver.
Onde esta o respeito, onde está a lógica de atender bem seus clientes, onde esta o slogan de padaria “atender bem, para atender sempre” ?
De que adianta jogar milhões pela janela e encher os bolsos da Ana Maria Braga se o departamento pessoal anda metendo os pés pelas mãos ?
Mais respeito não faz mal e como diria meu avô, conserva os dentes.
Make my Logo Bigger Cream
Essa semana vi no Pristina.org um vídeozinho muito sensacional.
No formato daquelas propagandas à lá Polishop é vendido um creme que seria o desejo de consumo da maioria dos “crientes”.
Acho que todo mundo que trabalha com criação, diagramação, design ou qualquer coisa na área, já passou por isso: clientes reclamando da péssima utilização dos espaços, tamanho de logo, apelos e etc.
É divertido, mas é tipo piadinha interna mesmo.
Apelou, perdeu.
Às vezes eu observo como as pessoas trabalham. Como elas realizam aquilo que escolheram como profissão.
No meu caso, acompanhar o trabalho dos meus colegas é muito fácil, afinal, a cara deles está ai na rua, pronta para levar um belo e sonoro tapa.
Publicidade é assim mesmo, dar a cara a tapa todos os dias.
Recordo-me das minhas aulas, lá as primeiras, onde os professores ensinavam como fazer uma boa campanha e etc.
Essa toda nostalgia me veio em mente quando eu parei para ver a nova campanha do Estadão.
Quando assistindo a primeira vez vi um camarada, sentado ao micro, lendo um blog de algum assunto legal e comentando com sua companheira que achava legal e etc. Na cena seguinte, muda para um laboratório onde o autor do blog é um macaco ( sim, o bicho) e que além de navegar o dotado símio também já conseguia copiar e colar coisas em seu blog, genial.
Meu queixo caiu, mas depois das peças impressas (1,2 e 3) ai sim minha decepção foi completa.
Imagens estereotipadas, agressivas, com ataques baixos e mesquinhos, apelativos e tudo aquilo que uma campanha apelativa e utilizando tudo que meus professores falavam para não usar.
Depois de alguns dias era obvio que muita gente ia escrever sobre o assunto e diversos sites, como o Revolução e tantos outros começaram a postar sobre essa campanha, que não mediu esforços para atacar os chamados blogueiros.
Parei para pensar melhor sobre o assunto, depois que a raiva inicial passou, e acabei deduzindo que realmente a apelação toda foi um ato desesperado, de pessoas que não sabem mais o que fazer para salvar seu jornaleco.
Não é segredo para ninguém que as mídias impressas estão sofrendo uma crise, a televisão esta em crise, quase todos os meios estão em crise e perdendo receita para a Internet, que só cresce e engorda.
Blogueiros os inimigos mortais dos jornais e revistas, por quê? Porque somos livres, não temos diretores nem linhas editoriais, a maioria de nós nem se preocupa se a audiência do site esta subindo ou descendo, simplesmente sentamos e escrevemos sobre aquilo que estamos com vontade de falar. E normalmente por isso, por sermos movidos a paixão e pelo prazer de escrever, acabamos falando com uma profundidade muito maior do que meros estagiários de jornalismo ou pseudo-jornalistas que em troca dos seus tostões vendem seus cadernos para grandes empresas fazerem suas propagandas disfarçadas de matérias, sim o famoso Jabá.
Talvez por isso seja cada vez mais comum que ao invés de assinar os jornais, as pessoas estejam vasculhando na internet a procura de pessoas que realmente saibam sobre o que estão falando.
Grandes empresas já sabem o valor disso, sabem que as pessoas procuram e fazem questão de incentivar que seus funcionários criem blogs.
A Adobe faz isso, a Microsoft também, porque são um bando de macacos ? Com certeza não, é o novo jeito de se tratar com seus consumidores e fornecedores, você precisa deixar que ele participe mesmo da vida de sua empresa, que se expresse, que saiba o que esta acontecendo.
Tenho certeza que muitos jornalistas do Estadão não gostaram da campanha, simplesmente por que muitos jornalistas devem ter seus blogs e como tantos outros blogueiros não gostaram de levar esse tapa de seus colegas publicitários, alias, o Estadão em seu site tem uma área de Blogs.
Acredito que se os publicitários utilizassem a força dos blogs do Estadão para contribuir positivamente com a blogsfera, ganhariam milhares de aliados. Mas preferiram comprar uma briga que eles já perderam antes mesmo de lutar.
É triste ver colegas que ganham muito bem e trabalham em agencias premiadas de prestigio, fazendo peças que seriam bombadas no primeiro período da faculdade.
Olhando rapidamente no Código de Ética do Conar – Conselho de Auto-regulamentação Publicitária, achei na primeira seção esses dois artigos:
- •Artigo 19 – Toda atividade publicitária deve caracterizar-se pelo respeito à dignidade da pessoa humana, à intimidade, ao interesse social, às instituições e símbolos nacionais, às autoridades constituídas e ao núcleo familiar.
- •Artigo 20 – Nenhum anúncio deve favorecer ou estimular qualquer espécie de ofensa ou discriminação racial, social, política, religiosa ou de nacionalidade.
Colegas, por favor, trabalhem para crescer, sem detonar ou difamar outras profissões ou pessoas.