Gatos na varandinha

Agosto, e uma mudança que nunca termina

Antes tarde do que mais tarde ainda talvez seja o quote que ando usando ultimamente. Nem tudo da pra fazer correndo ou no tempo que a gente acha que daria pra fazer, e está tudo bem. Não é nenhuma urgência.

Mas finalmente eu acho que terminei de arrumar o último cômodo da minha nova casa que estava faltando. Meu apartamento novo tem uma varandinha (ela é pequena de verdade, coisa de 1.5m²) e estava meio entulhada com coisas de limpeza, carrinho de compras e algumas coisas que não tinham um lugar certo ainda. Apesar de pequena é um espaço bem aconchegante para se tomar um café e ficar vendo os gatos se divertirem com os passarinhos.

O primeiro passo foi telar a varanda, esse era sim urgente e eu fiz meses atrás, ai os gatos já conseguiam passar uma parte do dia lá, tomando sol e curtindo a vista. Então eu encomendei uma poltrona de jardim e uma mesinha dobrável, afinal eu ainda preciso do espaço para secar roupas.

Ai foi só montar e colocar lá. O espaço ganhou uma outra vida.

Agora que o outono está chegando, acho que vai ser um bom espaço pra tomar um café no fim do dia. Aos domingos estou gostando de fazer alguns pães de queijo e ficar lá pela manhã. Acho que daqui um tempo vai estar muito frio pra ficar lá, então melhor aproveitar enquanto dá.

Esse mês também teve show do Papangu. Uma banda brasileira que realmente me surpreendeu. Normalmente eu não me conecto muito com a “brasilidade” da MPB porque acho um pouco forçado. Parece que tem algumas regras e normas não escritas, que empurram a MPB pra algum lugar que não acho tão bom. E de maneira nenhuma é falta de técnica ou de bagagem, ou temas interessantes para se falar, mas talvez os músicos brasileiros se coloquem em um lugar de que não podem fazer nada parecido com a música internacional para não parecerem “puxa-sacos” ou pra exaltar a sonoridade brasileira.

Então tem que copiar/se inspirar nos mesmos artistas de sempre e fazer as mesmas coisas de sempre.

O Papangu parece que não abraça muito essa ideia e se sente a vontade para tocar e seguir mais solto, usando as influências que eles querem usar, sem ter que pagar o “pedágio da MPB”.

O show foi ótimo, gostaria de ter comprado o último disco, mas não sobraram cópias o suficiente para a apresentação aqui em Berlim. Pelo que o rapaz da banca de merch tava falando, os discos acabaram bem antes da metade da turnê. O que é uma excelente notícia pra banda, afinal é daí que eles se sustentam, mas poderiam ter ganhado mais e eu fiquei sem a minha cópia.

Se você ficou curioso, deixo aqui o último disco deles para você ouvir.

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